Reciclagem

Reciclagem – Incentivo à sustentabilidade se reflete em ambientes e programas pedagógicos no Colégio Leaders School  Parthenon

No Leaders School Parthenon, escola de proposta pedagógica que busca a formação integral de seus alunos, o respeito ao meio ambiente e as diretrizes de redução para o impacto ambiental vão além daquilo que é ensinado nas disciplinas regulamentares. São vivenciadas no cotidiano da unidade e adotadas no estilo de vida da equipe, que serve de inspiração para mais de 100 crianças que frequentam o local em período integral. A escola atende seis turmas infantis e cinco series do Fundamental I. “A gente vive a reciclagem, define o diretor Carlos Romir Trindade Silva. É o compromisso assumido pelos 13 profissionais do corpo docente do colégio.

Alunos usam horta para colher verduras e preparar sua salada.
Basta caminha pela propriedade de 9 mil metros quadrados, que há cinco anos briga o colégio, para identificar princípios ambientalistas por todos os lados. Alguns bastante simples, mas não menos eficientes. Caso do reaproveitamento de engradados usado nas feiras livres para servir de suporte para o material no ateliê de artes, espaço único – que mede 9 metros por 4 metros – instalado sob uma frondosa mangueira da espécie tommy que existe há muitas décadas na propriedade.

Circundando o robusto tronco surgiu um local rustico elaborado quase que 100% com material reciclado, agradável e inspirador para aulas de artes. Para resistir aos impactos provocados pela queda das frutas, o diretor conta que o ateliê recebeu cobertura de telhas ecológicas resistentes e, ainda, piso feito com reaproveitamento de placas cimentícias. O material retirado de outro espaço que passou por reforma, passou a evitar o contato dos pés dos alunos com a terra. Para proteger o local da agua em dias de chuva e vendo, uma lona de outdoor se transformou em vedação de um dos lados do espaço. À mesa das atividades também foi feita com madeira proveniente da reforma de outra sala. Outro exemplo de sustentabilidade é o aproveitamento de várias embalagens acomodadas em caixas de madeiras, usadas em feiras livres.

Reciclagem - Colégio Leaders School Parthenon Campinas

Reciclagem - Colégio Leaders School Parthenon Campinas

“Muitas caixas são trazidas pelo professor de artes. Ele é engajado na causa ambiental”, conta Silva. Em uma das extremidades da sala de artes, várias portas formam um longo armário encostado na parede. A peça também fabricada com a madeira retirada dos tablados de outras salas do colégio. Uma Curiosidade: o mobiliário foi feito pelo próprio diretor na escola, a partir dos conhecimentos em mercenária adquiridos no seu primeiro oficio. Silva arregaçou as mangas e transformou tabuas que seriam descartadas em algo extremamente útil e durável.

Praticamente ao lado do ateliê, um espaço com canteiros demarcados é a área da horta. Com 45 metros quadrados de boa terra para que os alunos plantem experiências e colham vivencias saborosas. “Tivemos alunos que experimentaram verduras pela primeira vez colhida aqui da horta. Ficaram motivados pelo envolvimento desde o plantio o acompanhamento do desenvolvimento da planta até o estágio da colheita”, explica Vânia Mesquita Trindade, diretora pedagógica.

A horta é utilizada sempre dentro do contexto do conteúdo aplicado em sala de aula. Muitas vezes os alunos participam do preparo de saladas. De acordo com Vânia, as crianças precisam entender que para tudo na vida existe um processo. Isso porque as novas gerações nascem com tudo muito instantâneo, o que acaba gerando ansiedade desde pequenas. “A atividade que propomos vai além da questão alimentar e trabalha outros valores, ” ensina a diretora-pedagógica. Nas próximas semanas, alunos do 4º ano estão se programando para iniciar essa atividade ao ar livre.

Reciclagem – Uniformes

Ensinar à criança o valor da simplicidade! Um dos pilares para a busca da qualidade de vida. Outro princípio defendido no Leaders School Parthenon. Uma das ações que incentiva essa filosofia é a troca de uniformes, durante uma feira promovida a cada estação. A próxima irá acontecer na segunda quinzena de abri. “Há casos de crianças que estudam aqui há vários anos e cujas mães passaram a diminuir a compra de uniformes”, conta Vânia. Idealizadora da “feirinha” de uniformes, e mãe de uma menina de 5 anos, aluna na unidade desde os nove meses, Thaísa Britto Mello, 38 anos, conta que inicialmente defendeu a iniciativa por uma questão financeira e depois, se entusiasmou pela questão sustentável a partir da diminuição do impacto ambiental com a circulação das peças usadas. Outra iniciativa é a Feira de Troca de Livros, em fase de planejamento com a parceria da Josefina Editora.

Reaproveitamento também na rede de informática

A rede de computadores da escola, formada por 15 maquinas e um servidor. Foi adquirida de segunda mão de grandes companhias, no momento em que elas substituem suas linhas e eletrônicos. As peças que o colégio não consegue reutilizar são doadas para empresas que trabalham com o descarte de informática. Outro cuidado foi optar por colocar nas três impressoras coloridas da escola, um sistema de tinta recarregável. Com isso, calcula-se que 50 cartuchos de tinta deixem de ir parar nos aterros todos os anos. “As provas dos alunos são impressas em cores para ajudar a destacar mapas e outros detalhes importantes”, explica o diretor. A adoção dos cartuchos recarregáveis foi fundamental para a redução do impacto. Calcula-se que hoje a escola gaste aproximadamente 4 litros de tinta por ano nas impressoras. (SV/AAN)

Recicloteca é um dos planos desenvolvidos

Um dos projetos de reciclagem a médio prazo é montar um espaço adequado para abrigar a recicloteca da escola. Todos os tipos de embalagens, tubos, materiais, tecidos e itens descartados trazidos pelos pais, ou doados pela comunidade, seriam armazenados nessa área. Um paraíso de reciclagem, para professores e alunos. Tudo limpo à espera de um projeto de reutilização. “O lixo, de maneira geral, já é não visto da mesma forma pelas novas gerações. Muitas vezes, a iniciativa de reaproveitar embalagens parte das crianças. Elas já têm consciência do reaproveitamento”, comprova o diretor do Colégio Parthenon.

Enquanto a recicloteca ainda é um projeto, os pais participam enviando embalagens sempre que solicitadas via agendas dos estudantes. Recentemente, 13 anos do 5º ano, sob orientação da professora Eliane Baptista Bastos, montaram em casa representações do Universo em caixas de sapato. Tubos se transformaram em lunetas e embalagens de catchup, iogurtes e rolo de papel higiênico conectados viraram sondas espaciais para desbravarem o imaginário espacial dentro de pequenas-grandes mentes férteis. Quando não servem de matéria-prima para maquetes, as embalagens tampinhas são utilizadas como itens de apoio em salas de aula, por exemplo, para dar uma “mãozinha” no aprendizado de matemática, saindo do abstrato para o concreto. Outro exemplo são os trabalhos sobre o Dia Mundial da Água, com as 12 crianças do 2º ano da professora Patrícia Oraggio. “Trabalhamos a conscientização da água”, explica. O cuidado com a redução dos impactos ambientais está presente na pintura das paredes externas, que ao invés de receber tinta imobiliária comum ganharam pintura à base de cal, menos agressiva ao meio ambiente.

Internamente, as paredes receberam uma barrado com tinta à base lavável. Acima dele a superfície ganhou um varal para pendurar atividades com prendedor. O objetivo é deixar tudo longe da parede e, assim, mantê-la limpa por mais tempo. Para isso, outra solução adotada foi a instalação de placa de fórmica branca própria para receber folhas presas com fita adesiva. Recursos para prolongar a manutenção da pintura. O colégio orçou ainda a construção de duas salas em sistema construtivo italiano da empresa Akemi. “São placas com conforte acústico e térmico montadas sob uma estrutura metálica. Obra limpa sem gerar entulho”, explica o diretor do colégio. (SV/AAN)


Reportagem produzida pela repórter Sheila Vieira e publicada na edição do dia 6 de abril do Correio Popular.

 

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